O potencial feminino da classe C

Autor: Hermano Mota

Pesquisa realizada pelo Ibope Solution e pela Editora Abril junto a 3.000 pessoas em nove capitais do Brasil procurou explorar melhor o universo da classe “C”, algumas características e valores, dada sua representatividade na economia. Hoje, as pessoas que compõem a chamada classe “C” representam 33% do mercado brasileiro e 29% do consumo nacional.

Tomando como foco somente o universo feminino percebe-se informações muito interessante. Dentre as mulheres da classe C, 39% têm ensino médio, o que revela um aumento no nível de educação e, consequentemente, de exigências perante o mercado. Um total de 42% são casadas e 53% trabalham, mostrando uma oportunidade visto que, dentre as outras 58% das mulheres da classe C que não são casadas está uma considerável parte das mulheres que trabalham. Isso é sinônimo de uma mulher que busca facilidades para seu dia-a-dia a um baixo custo. Dentre as entrevistadas, 75% possuem filhos. Ou seja, dentre as que tem filhos estão as que trabalham e não são casadas, o que confirma a fama das mulheres batalhadoras e que buscam a todo o custo dar uma vida melhor aos filhos, mesmo fazendo o papel de trabalhadora e mãe nos três turnos do dia, visto que 84% tem como um valor ser uma boa mãe, para 92% a união familiar é um valor importante e 88% delas acreditam que têm tanta capacidade de trabalho quanto os homens.

Metade delas tem renda de 2 a 5 salários mínimos. Mesmo assim, o otimismo quanto ao futuro é presente, visto que 94% acredita que no futuro elas estarão melhores do que hoje.

Um último aspecto interessante a ressaltar é em relação à mídia e a percepção delas quanto aos diferentes veículos de comunicação. Levando em consideração que 59% delas afirmaram gostar de ler, a revista, para elas, é tida como um típico veículo feminino, enquanto o jornal seria mais direcionado aos homens. O rádio é percebido como um uso maior por pessoas de idade mais avançada e a Internet para pessoas da classe alta, jovens e pessoas mais cultas. Como percepção é o que vale, essa informação passa a ser importante nas estratégias de comunicação das empresas.

Autor: Hermano Mota

By | 2019-05-22T06:39:34-03:00 12 abril, 2004|Categories: Artigos, Consumo, Mercado|Tags: , , , , |2 Comments

About the Author:

Mestre em Economia, especialização em gestão financeira e controladoria, além de MBA em Marketing. Experiência focada em gestão de inteligência competitiva, trade marketing e risco de crédito. Focado no desenvolvimento de estudos de cenários para a tomada de decisão em nível estratégico. Vivência internacional e fluência em inglês e espanhol. Autor do livro: Por Que Me Endivido? - Dicas para entender o endividamento e sair dele.

2 Comments

  1. Mariana 18/05/2019 at 17:54

    Olá! gostaria de saber qual é a data desta publicação

  2. Hermano Mota 22/05/2019 at 06:51

    Bom dia Mariana, tudo bem?
    Obrigado pelo contato.
    O artigo foi escrito com base em uma pesquisa antiga, em torno de 10 anos.
    Atenciosamente.

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